segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DF: Greve de cooperativas de micro-ônibus chega ao fim após negociação

A greve de seis cooperativas de micro-ônibus iniciada na manhã desta segunda-feira (24/11) chegou ao fim nesta tarde, depois de uma reunião entre representantes do sindicato dos trabalhadores e os empresários. Inicialmente, a categoria reivindicava 20% de aumento na data-base, mas as empresas ofereceram 10%, o que levou os trabalhadores a cruzarem os braços, deixando 450 veículos parados e cerca de 40 mil pessoas sem transporte. No último encontro para negociação, os patrões ofereceram 15% de aumento.

Os rodoviários também conseguiram reduzir a carga horária de 7h20 para 6h40 e o recebimento de tíquete-alimentação e cesta básica no mesmo valor ofertado aos trabalhadores dos ônibus convencionais. Segundo representantes do Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores podem entrar em greve novamente se não houver aumento na tarifa técnica, que é o resultado do custo do transporte dividido pelo número de passageiros pagantes.

Fonte: Correio Braziliense

DF: Rodoviários querem 20% de reajuste salarial mas cooperativas oferecem 10%. Impasse afeta 40 mil passageiros

Rodoviários de seis cooperativas de ônibus do Distrito Federal iniciaram uma greve nesta segunda-feira (24) por reajuste salarial. Cerca de 40 mil passageiros de 12 regiões do DF foram afetados.

As cooperativas dizem que não estão recebendo repasses do DFTrans. De acordo com o DFTrans, o governo deve o repasse das passagens subsidiadas pelo governo para estudantes e deficientes físicos, que soma R$ 4,3 milhões. O repasse diário dos recursos do Sistema de Bilhetagem está em dia, diz o órgão.

Com a greve, que tem adesão dos 2 mil funcionários das cooperativas, passageiros de Ceilândia, Gama, Guará I e II, Estrutural, Núcleo Bandeirante, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho I e II, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho e São Sebastião tiveram de recorrer a outras empresas de transporte, a caronas e aos próprios carros nesta manhã.

Os rodoviários pedem 20% de reajuste, aumento no valor da cesta básica, de R$ 129 para $ 196, redução da carga horária de trabalho, das atuais seis horas e 20 minutos por dia para seis horas, e aumento nos valores do vale refeição (de R$ 318 para R$ 417).

As cooperativas concordaram em reajustar o valor dos benefícios e com a redução da jornada de trabalho, mas ofereceram 10% de reajuste salarial. A proposta foi rejeitada pelos funcionários.

Segundo o diretor de comunicação do sindicato das cooperativas, Diogénes Nery, cerca de cem funcionários estavam na assembleia deste domingo. “Eles não aceitaram a proposta, 48 [funcionários] foram a favor da greve e 39, contra", disse o diretor da Cootarde, Davino Cavalcante.

Fonte: G1 DF

DF: Terminal Rodoviário de Santa Maria está em situação precária



Fonte: SBT Brasília

DF: Impasse em negociação faz rodoviários de cooperativas cruzarem os braços

Rodoviários das cooperativas de transporte público cruzaram os braços nesta manhã de segunda-feira (24/11). Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o motivo da paralisação é o impasse para a negociação da data base. A categoria afirma que, em reunião nesse domingo (23/11), os empresários ofereceram reajuste de 10%, mas os trabalhadores não concordaram com o valor.

Sem acordo, os 530 microônibus das empresas Cootarde, Coopertran, Coobrataete, Copatag e MSC não vão circular. A paralisação atinge todas as regiões administrativas do DF.

Fonte: Correio Braziliense

DF: Pioneira e Marechal terminam paralisação, após acordo com empresas

Após negociações durante o fim de semana, os rodoviários da Viação Pioneira e da Auto Viação Marechal decidiram terminar a paralisação iniciada na sexta-feira (21/11). Segundo o sindicato que representa a categoria, as empresas se comprometeram em realizar os pagamentos dos adiantamentos dos salários e do vale-alimentação dos funcionários, já que receberam do governo o sinal de que receberão o repasse referente à operação branca do BRT, ao Passe Livre Estudantil e de Pessoas com Deficiência.

Esta é a segunda vez que a categoria cruza os braços por falta de pagamento, deixando pelo menos 500 mil usuários, em 13 regiões administrativas, sem o transporte público. Juntas, a Pioneira e a Marechal são responsáveis por 1.104 ônibus – o que corresponde a 40% da frota do Distrito Federal.

O Sindicato dos Rodoviários afirma que as duas empresas asseguraram que vão abonar os dias parados. A Marechal confirmou ainda que todo o dinheiro arrecadado hoje nas catracas será depositado na conta dos trabalhadores, para que o pagamento seja normalizado o mais rápido possível. A expectativa é de que todos os débitos com os trabalhadores sejam pagos até esta terça-feira (25/11). Os benefícios e a quantia referente a 40% do salário deveriam ter sido depositados na quinta-feira (20/11), mediante repasse do DFTrans às empresas. No entanto, por problemas no orçamento do DF, os R$ 14 milhões devidos à Pioneira e os R$ 5 milhões à Marechal não foram creditados.

O serviço deve ser normalizado aos poucos durante a manhã. Até por volta das 7h, muitos passageiros eram vistos em paradas de ônibus à espera de um ônibus. Muitas pessoas que não souberam do fim da greve, desde as 6h, preferiram ir de carro para o trabalho. O reflexo é trânsito ainda mais congestionado.

Fonte: Correio Braziliense

domingo, 23 de novembro de 2014

DF: Marechal apresenta proposta para tentar acabar com greve dos rodoviários

A empresa Marechal apresentou uma proposta para tentar acabar com a greve dos rodoviários. A proposta é juntar todo o dinheiro arrecadado nas catracas nesta semana para o pagamento dos salários. Os rodoviários vão levar esta proposta para assembleia que está prevista para amanhã, mas pode ser antecipada ainda hoje.

Já a Viação Pioneira permanece paralisada por tempo indeterminado e aguarda o repasse do GDF para pagar os rodoviários. A Secretaria de Transportes informou que técnicos estão trabalhando para resolver o impasse jurídico que impede a transferência. O GDF diz que tem o dinheiro, mas que ainda não pagou porque o recurso estava destinado para outros fins.

Fonte: G1 DF

Goiânia: Anúncio de implantação de corredor de ônibus na Av. 85 gera polêmica

O anúncio das obras para implantação do corredor exclusivo para ônibus do transporte coletivo na Avenida 85, uma das principais de Goiânia, causou discórdia entre aqueles que serão afetados com a mudança. De um lado, motoristas reclamam das intervenções, alegando que a atitude não resolve o problema do trânsito. Junto a eles, estão os lojistas da região, que preveem queda no faturamento. Do outro lado está quem precisa pegar o coletivo diariamente, que comemorou a medida.

As obras foram anunciadas na última quinta-feira (19). O projeto é de autoria da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e terá execução da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT). As intervenções já começaram e devem ser finalizadas em meados de janeiro.

A primeira mudança, que já está em vigor, é a proibição de estacionar entre as Avenidas Laudelino Gomes e T-13 ao longo da Avenida S-1, que é o prolongamento da 85. A sinalização já foi instalada no local. Além disso, só será permitido virar à esquerda em dois pontos: de quem segue no sentido bairro-centro para acessar a Avenida Mutirão; e no sentido contrário para entrar na Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu, ao lado do Centro de Treinamento do Goiás.

Todos os outros retornos serão bloqueados, inclusive o que faz a intersecção entre as avenidas Mutirão e Ricardo Paranhos. Para acessar o lado contrário, o condutor terá que fazer o contorno da quadra. Além disso, os semáforos de três tempos serão trocados por outros com apenas duas sinalizações.

Demora

Os motoristas não gostaram das mudanças. "Vai ficar péssimo. O trânsito vai ficar ainda mais obstruído, não sei como vou fazer", reclama o gerente comercial Alan Alta. Ele afirma que passa pela Ricardo Paranhos com frequência e que as mudanças vão prejudicá-lo. Para o condutor, a mudança será benéfica apenas para o transporte coletivo.

Opinião parecida tem o técnico em ar condicionado Pedro Leonel. Ele alega que haverá dificuldade para os carros transitarem. Apesar disso, diz que não tem como escapar do problema. "É complicado, mas vou fazer o que? Tenho que usar o carro para trabalhar. Não tenho outra alternativa", pondera.

O confeiteiro Ademar José Oliveira acredita que a mudança não é a forma mais eficaz de resolver o problema no trânsito e estuda até mudar o meio de transporte, dependendo da situação.

"Acho que daria mais resultado se investisse na fiscalização. Se ficar muito engarrafado, penso até em andar de ônibus e deixar o carro em casa", afirma.

O militar Paulo César de Brito até sugeriu outra forma de intervenção. "O ideal seria diminuir o canteiro central e fazer uma outra faixa. Daria mais fluidez. Dessa forma que está sendo feito vai atrapalhar muito", lamenta.

Prejuízo

Quem também não aprovou o projeto foram os comerciantes da parte alta do Setor Serrinha. Instalados na S-1, no único trecho em que ainda era possível estacionar ao longo da via, eles ficaram revoltados com a proibição. "Vai diminuir o movimento em cerca de 40%. O corredor também não adianta, o trânsito vai permanecer caótico", destaca Célio Carlos Alves, gerente de uma farmácia instalada há 8 anos no local.

Ele diz que o reflexo nas vendas será o mesmo sentido pelos comerciantes da Avenida T-63, quando o corredor foi instalado. Na ocasião, vários lojistas fecharam as portas.

Para a cabeleireira Maria Iolanda Lopes Rodrigues a intervenção também não será benéfica. Ela afirma que a maioria de suas clientes estaciona o carro na avenida e teme perder dinheiro. "Aqui já é ruim [o movimento] e ainda tiram as vagas. Como que a gente vai ficar? Se a situação apertar, penso até de mudar o salão de bairro", afirma.

Dono de uma assistência técnica para eletrodomésticos na avenida, o comerciante Rodrigo Ribeiro Miguel estima uma perda de pelos menos 50% no rendimento com a instalação do corredor. "Estou há 12 anos aqui, mas sem o estacionamento o cliente acaba ficando impaciente e procura outra loja", salienta.

Aprovação

Na contramão das reclamações, os usuários do transporte coletivo acreditam que a mudança vai ajudá-los de forma substancial. Segundo a CMTC, o tempo médio de viagem dos passageiros em uma das 15 linhas que passam pelo local deve cair em seis minutos no período da manhã e 13 minutos no final da tarde.

A babá Luzineide Mamede comemorou a notícia. "Acho que vai ser bem mais rápido. Tem vezes que chegou a ficar uma hora esperando o ônibus. E como eu tenho que pegar três conduções para ir embora é ainda mais complicado", pontua.

A analista financeira Bruna Pires vai ainda mais além. Para ela, a Avenida 85 tem "a pior rota de ônibus" da cidade. Ela garante que para quem precisa pegar ônibus diariamente, a mudança é muito bem vinda.

"Eu demoro cerca de 1h40 para chegar em casa. Se fosse de carro, não seria mais do que 40 minutos. Penso que com o corredor esse trajeto vai ser feito bem mais rápido", destaca.

Obras

Segundo o secretário de trânsito, José Geraldo Freire, as obras serão divididas em três etapas: a sinalização vertical, a pintura das faixas na pista e por fim o fechamento dos retornos e as mudanças semafóricas.

Ele afirma que o principal benefício da obra será a maior agilidade nas viagens de ônibus. "Estudos mostram que, com o corredor, os ônibus demoram até 20 minutos a menos. É preciso entender que esse tempo é uma eternidade dentro do transporte coletivo", pontua.

Sobre as reclamações dos comerciantes, ele afirmou que 90% dos estabelecimentos localizados ao longo da via já tem a chamada "guia rebaixada", que é a parte da calçada que pode ser usada como estacionamento.

"Esse processo [de proibição do estacionamento] já ocorre há algum tempo. O trecho que ainda era permitido corresponde a apenas 5% da avenida. O comércio tem que se adequar a isso", opina.

Fonte: G1 GO