sexta-feira, 6 de março de 2015

DF: 42,6% dos ônibus parados por greve voltam a rodar após pagamento

Rodoviários da Marechal suspenderam a greve por atrasos salariais e voltaram a rodar em sete regiões administrativas do Distrito Federal no final da manhã desta sexta-feira (6) depois de serem pagos. A paralisação havia ocorrido em conjunto com os funcionários da Pioneira, que seguem parados, deixando 500 mil pessoas sem o serviço – quase 20% da população da capital do país. O diretor do DFTrans, Clóvis Barbará, declarou que todas as organizações receberam em dia.

O problema com a Marechal ocorreu porque o repasse do governo só caiu na conta da empresa no final do dia. A organização pagou os funcionários pela manhã. A entidade tem 464 veículos e atende Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Gama, Samambaia e Recanto das Emas.

Já a Pioneira, dona de 625 ônibus, disse que recebeu o repasse, mas não em quantia suficiente para quitar os salários dos funcionários. "Vale lembrar que ainda não são cobradas passagens dos usuários do BRT desde o início da operação, o que causa um déficit ainda maior. A empresa enviou ao banco a folha de pagamento e aguarda o repasse do governo para efetuar o pagamento dos rodoviários", disse em nota. O DFTrans declarou que o valor é suficiente e que as dívidas são de contratos irregulares feitos no último ano.

Com isso, moradores de parte do Gama, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá, Itapoã, Varjão e Park Way seguem prejudicados. Motoristas têm salário-base de R$ 1.928 e cobradores, de R$ 1.008. O valor do tíquete-alimentação é o mesmo: R$ 417.

Diretor de imprensa do sindicato, João Jesus de Oliveira disse passou a quinta-feira tentando negociar com as empresas. “Já está virando uma moda isso de o pagamento não entrar no quinto dia útil do mês”, afirma. “As empresas dizem que dependem do repasse do DFTrans para quitar a folha e que aguarda os recursos.”

O sindicalista também afirmou que não há prazo para o fim da paralisação. “Hoje é sexta-feira. Pelo menos a Marechal informou que a partir das 10h estará fazendo esse pagamento. Ela já passou o tíquete, mas não conseguiu pagar a folha. A Pioneira não tem previsão. Vamos ver durante o dia de hoje”, concluiu.

Fonte: G1 DF

DF: Sem salários, rodoviários da Marechal e da Pioneira fazem paralisação

Os brasilienses que dependem do transporte público voltam a enfrentar transtornos nesta manhã de sexta-feira (6/3) com a paralisação de duas empresas de ônibus: Marechal e Pioneira. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores reclamam novamente o atraso no pagamento dos salários, que deveria ter sido realizado nessa quinta-feira (6/2). A interrupção do serviço deixa mais de 1, 1 mil ônibus sem circular e afeta ao menos 500 mil usuários do transporte em 13 regiões do Distrito Federal.

A paralisação interrompe o transporte público em São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Varjão, Park Way, Gama, Santa Maria, Ceilândia, Águas Claras, Vicente Pires, Taguatinga, Samambaia e Recanto das Emas. Além da falta do vencimento do mês, os funcionários da Pioneira também afirmam não terem recebido o pagamento do tíquete-alimentação.

Sem ônibus e BRT, alguns passageiros de Santa Maria vão para a BR-040 na tentativa de embarcar em alguma linha que sai do Entorno do DF. A parada de maior movimento é a do lado da estação Santos Dumont. Porém, os coletivos passam lotados e muitos esperam por mais de 40 min até conseguir entrar em algum ônibus.

O fiscal de loja Jorge Ferreira, 27 anos, reclamou que a população não foi avisada com antecedência do movimento. “Não dá para se programar. É um absurdo essa situação do transporte público. Sempre estão fazendo alguma paralisação”, disse. Para chegar até a parada na BR-040, o fiscal precisou andar por meia.

O sindicato informa que o motivo do atraso nos pagamentos seria novamente por falta de repasse do governo, que ainda enfrenta dificuldades para equilibrar as contas do DF. O DFTrans, no entanto ressaltou que todas as empresas, inclusive a Marechal e a Pioneira estão recebendo em dia os repasses. O valor depositado é igual para cada uma delas.

A Marechal afirmou, em nota, que recebeu o repasse ontem no fim do dia, fora do horário bancário e, por isso, não conseguiu fechar a folha de pagamento a tempo. Ressaltou como “abusiva” a paralisação dos trabalhadores. A Pioneira disse que chegou a receber o repasse do governo, mas que o valor não foi suficiente para quitar a folha de pagamento dos funcionários. A empresa reitera que é a maior em operação no DF e que ainda é responsável pelo sistema BRT, que circula ainda com gratuidade. A Pioneira aguarda um novo repasse do governo para que possa cumprir com os pagamentos dos trabalhadores.

Segundo o sindicato, não será feita nenhuma assembleia. A previsão é de que os rodoviários permaneçam parados até que comprovem o pagamento dos salários.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 5 de março de 2015

Entorno DF: Vian retoma operações no Entorno Sul, mas com os 'pés no chão'

Por Rafael Martins

'Não dar um passo maior que a perna'. É com esta premissa que a Viação Anapolina retoma as operações no Entorno Sul, inicialmente no Jardim ABC e setores adjacentes, em Cidade Ocidental. A frota de 34 ônibus, composta por veículos de 2006 a 2011, será vistoriada amanhã pela ANTT e aguarda um posicionamento da Agência para então começar a rodar.

Antenor Mito Filho, assessor jurídico administrativo da Vian, explica que a retomada das operações no Entorno Sul é vista com cautela, tanto por parte da administração da empresa quanto da Justiça. "Devido às deficiências de transporte naquela região, a ANTT nos convidou diversas vezes para operamos, já que as atuais empresas não dão conta do serviço. Como a recuperação judicial prevê a manutenção da atividade econômica da Vian, que é transporte de passageiros, aceitamos mas com ressalvas. A ANTT terá de fiscalizar e coibir o transporte pirata na região para termos condições de operar, para termos rentabilidade, do contrário se a operação der prejuízos por conta da atuação predatória dos piratas e das cooperativas, a administração judicial pode revogar esta operação. Até mesmo a Pioneira vai ter que sair do ABC, a linha que ela faz é até a divisa mas por conta da situação que se encontra o transporte do Entorno, deixaram ela entrar lá, mas não pode. A linha não pode dar prejuízo para a Vian, do contrário o juiz responsável pela recuperação pode entender como uma atitude irresponsável retomarmos linhas deficitárias, que oneram mais o caixa da empresa, e no momento em que estamos tentando recuperar a saúde financeira da Vian, temos que ter os 'pés no chão'. Hoje, a operação das nossas linhas é compatível com a nossa realidade financeira. Qualquer retomada no Entorno é bem-vinda e bem vista até mesmo pela Justiça, mas tem que ser rentável. Temos estrutura, garagens, ônibus para rodar, mas é um passo de cada vez agora. Se a operação no ABC der certo, ótimo. Torcemos para isso. Será bom para a população, será bom para nós. Estamos prontos para ofertar um bom serviço, mas para isso é preciso que a ANTT faça a parte de fiscalização, e ela já se comprometeu a fazer isto", diz.

Antenor diz que a frota a ser utilizada nas linhas é composta por ônibus seminovos. "São veículos que foram adquiridos em 2006, 2008 e 2011. Estão todos com a manutenção em dia, reformados e falta somente a vistoria da ANTT para ver se está tudo ok. Contratamos também os melhores motoristas que tínhamos na época em que operávamos. Não temos dia definido para começar a rodar, depende da ANTT".

Sobre os vales-transportes, a Vian diz que não os aceitará. Antenor explica que a recuperação judicial impede que a empresa pegue os vales retidos dos passageiros. "Mesmo que quiséssemos pegar os vales dos passageiros, não podemos. No momento em que fazemos o documento da recuperação judicial, apresentamos todas as nossas dívidas com nossos credores e de que forma os pagaremos, à médio e o longo prazo dentro da realidade financeira da Vian. Quando faz-se a assembleia dos credores, o administrador judicial recebe os credores que estão na lista e também credores externos, desde que esses comprovem que a Vian os deve. Então para o passageiro receber o valor dos vales, vamos dizer assim, ele ser ressarcido, no momento da Assembleia ele deveria se manifestar e provar que a Vian o deve. Só podemos pagar dívidas que estão estabelecidas no plano de recuperação judicial. Dívidas externas que não foram manifestadas em assembleia de credores, não podemos pagar. A Justiça não deixa. Se fizermos isto, corre-se o risco do plano ser revogado e aí sim a falência é uma certeza. Temos que cumprir rigorosamente o plano e o cronograma estabelecido. O cumprimento à risca do plano aliado à rentabilidade da empresa nas linhas que opera é fundamental para quitarmos as dívidas, é a certeza que liquidaremos junto a nossos credores. Ninguém quer a falência, portanto todos os credores na Assembleia aceitaram as condições do plano, portanto vamos cumprir o que está determinado", explica.

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Goiânia: Interdição de via no Residencial Goiânia Viva provoca desvios em três linhas

O rompimento de uma adutora na Av. Gabriel Henrique de Araujo, no Residencial Goiânia Viva, está causando transtornos para quem utiliza o transporte coletivo na região. Com a interdição da via, as linhas 034 (T. Gyn Viva / T. Bandeiras), 153 (T. Dergo / Pq. Ind. João Braz) e 614 (Direto – T. Gyn Viva / T. Bandeiras) precisam desviar e deixam dez pontos de embarque e desembarque sem atendimento.

Os desvios começaram a ser realizados em caráter emergencial na última quarta-feira, 4, e os ônibus devem voltar a fazer o trajeto normal assim que o tráfego na via for liberado.

Desvio das linhas 034 e 614

Desvio da linha 153
Pontos sem atendimento: 2954, 2818, 2819, 2820, 5849, 2829, 2828, 2827, 2817 e 5830.

Fonte: Consórcio RMTC Goiânia

DF: Cartão Sênior passa a ser emitido no posto do SBA da 114 Sul

O cartão Sênior pode ser adquirido, a partir desta quarta-feira (4), no posto do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA/DFTrans) que fica na Estação do Metrô da 114 Sul e não mais na unidade da Galeria dos Estados. O documento, cujo porte não é obrigatório para ter acesso à gratuidade, proporciona maior conforto para os passageiros com mais de 65 anos, já que eles podem passar pela catraca dos ônibus e ter acesso a um maior número de assentos.

O usuário interessado em ter acesso ao benefício deve apresentar cópias e originais dos documentos de identidade, CPF, além de foto 3x4 e de comprovante de residência.

No posto da 114 Sul, também são atendidos os beneficiários do cartão Especial. Esses passageiros devem preencher o formulário adquirido na unidade e apresentar laudo médico recente original (12 meses), Identidade e CPF (original e cópia), comprovante de residência (original e cópia) e comprovante de renda de até três salários mínimos (três últimos contra-cheques, carteira de trabalho ou comprovante de pagamento do INSS).

De acordo com a Lei Distrital nº 566/93, regulamentada pelo Decreto nº 20.566/99, têm direito ao cartão Especial os portadores de deficiência física, portadores de câncer, do vírus HIV, de anemias congênitas e coagulatórias (como hemofilia) e doentes renais crônicos.

O posto SBA/DFTrans da 114 Sul funciona de segunda a quinta, das 8h às 18h, e na sexta, das 8h às 17h.

Fonte: DFTrans

DF: Metrô estuda estender horário aos domingos

O Metrô-DF estuda ampliar o horário de funcionamento aos domingos, igualando à escala dos outros dias da semana. Com isso, os trens passariam a circular por cinco horas e meia a mais. A companhia divulgou recentemente que seu quadro de funcionários está defasado e que carece de 80 novas contratações para evitar prejuízo com a liberação de catracas, que segundo a companhia, gera um prejuízo mensal de R$ 30 mil. 

De acordo com a autarquia, as áreas técnicas estudam como viabilizar a ampliação. O Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 140 mil passageiros por dia. O sistema tem 54 quilômetros de extensão e liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto.

A estação com maior fluxo é a da Rodoviária, por onde passam 20 mil pessoas por dia. O preço cobrado pela passagem é de R$ 3 (R$ 2 aos finais de semana e feriados). Os operadores metroviários são responsáveis por todos os serviços dentro da estação, incluindo a venda das passagens, o auxílio a pessoas com deficiência, o monitoramento de câmeras e a prestação de informações. Por causa do baixo número de servidores, eles geralmente trabalham em dupla. A última seleção para o cargo ocorreu em 2013, e 420 pessoas aprovadas esperam desde então serem chamados pelo órgão.

Fonte: Jornal Coletivo

DF: Usuários do Metrô-DF reclamam de escada quebrada na estação Guariroba



Fonte: R7 DF