terça-feira, 28 de julho de 2015

Palmas: Tarifa de ônibus fica mais cara a partir de 4 de agosto

A tarifa do transporte público de Palmas vai ficar mais cara para os usuários a partir do dia 4 de agosto. O preço, que atualmente é de R$ 2,50, vai para R$ 2,95. O aumento não está agradando os usuários. As reclamações vão desde superlotação até a má qualidade do serviço oferecido na capital.

Para Lauane dos Santos, estudante de jornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), as reformas feitas nas estações e a aquisição de novos ônibus não podem servir de justificativa para o aumento da tarifa. "Eu acho injusto, por mais que se tenha feito reformas nas estações e ônibus tenham sido trocados. Sou estudante, uso o transporte público para me locomover para todo lugar, se já era difícil pagar antes, imagine agora. Diante das más condições do nosso transporte coletivo, eu ainda acho que está caro", ressaltou.

A estudante disse ainda que o aumento vai interferir no orçamento dela e que vai ter que andar a pé para evitar gastos. "Interfere na minha rotina diária. Vou ter que andar a pé por caminhos mais longos para evitar pegar ônibus o tempo todo. Com R$ 2,95 eu almoço e ainda sobra troco", explicou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte (SMAMTT) disse que a tarifa técnica de ônibus foi discutida e aprovada pelo Conselho Municipal de Mobilidade, Acessibilidade e Transporte (CMAMTT), que é formado por vários representantes da sociedade.

O município informou também que durante as negociações do novo valor, houve uma tentativa da gestão municipal em acordar com outros representantes do poder público e que 71 novos ônibus foram adquiridos, extensões e adequações de linhas foram feitas, acrescentando assim mais de 22 km de operação do transporte coletivo.

Fonte: G1 TO

Palmas: Prefeitura de Palmas lança edital de licitação do BRT- Palmas Sul

O prefeito Carlos Amastha assinou na tarde desta terça-feira, 28, o Aviso de Licitação do BRT – Palmas Sul, finalizado e já publicado pela Comissão Especial para Licitação do BRT. O anúncio da publicação foi feito durante coletiva à imprensa realizada no gabinete do Prefeito, na sede da Diretoria de Meio Ambiente, contado com a na presença do ministro dos Esportes, George Hilton.

Em seu discurso o prefeito enfatizou que o projeto do BRT não é um sonho apenas desta gestão, mas começou com os idealizadores de Palmas, quando projetaram canteiros largos na Avenida Teotônio Segurado. “E essa gestão teve o prazer de tornar realidade um projeto sonhado há 26 anos. Em dois anos recebemos muitos não, mas não desistimos e pelo contrário dedicamos muito esforço para que hoje pudéssemos anunciar a licitação do BRT – Palmas Sul”, destacou o prefeito.

O ministro George Hilton, que veio a Palmas para conhecer às obras dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, fez questão de participar também da assinatura do Aviso de Licitação. “O prefeito não desistiu de buscar e mostrar para o Governo a necessidade de se investir em obras de Mobilidade Urbana. Isso é prova que com vontade política se pode desenvolver ações para resolver gargalos. Hoje Palmas será contemplada com uma obra que ficará para muitas gerações”.

O representante do Governo Federal destacou ainda que hoje Palmas já está sendo projetada mundialmente. “Diariamente, nosso ministério é questionado por outros países que buscam informações sobre Palmas, que por causa dos jogos indígenas tem despertado interesse de outros países para conhecer esta cidade”, finalizou.

Assinaram o Aviso de Licitação, o prefeito Carlos Amastha, os secretários Municipais de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte, Christian Zini, de Finanças, Claúdio Schuller, o secretário executivo de Finanças e presidente da Comissão Especial de Licitação do BRT, João Marciano.

A licitação

A licitação será na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), e na forma eletrônica pelo site de licitações do Banco do Brasil, com abertura prevista para o dia 20 de outubro de 2015, às 09 horas. O valor estimado da contratação será sigiloso até a conclusão do procedimento licitatório, quando poderá ser divulgado, como permite a modalidade RDC.

O edital e seus anexos estarão disponíveis também no site da Prefeitura, www.palmas.to.gov.br, no banner “Portal da Transparência”, na opção “Processo Licitatório do BRT”, onde os interessados poderão ter acesso completo e irrestrito aos dados da licitação. Com transparência para os licitantes e para a comunidade de Palmas.

O regime de execução dos serviços será de contratação integrada, que envolve desde o desenvolvimento dos projetos básicos e executivos quanto à execução das obras e serviços, devendo a empresa vencedora entregar os objetos em perfeitas condições de uso e funcionamento. Neste regime, aditivos contratuais somente são permitidos no caso de fortuito ou força maior ou alteração de projetos por parte do Município.

O prazo previsto para a realização das obras e serviços, com a entrega dos objetos em pleno funcionamento é de 48 meses, a partir da contratação e expedição da ordem de serviços. A estimativa é de que em 60 dias, após a abertura do procedimento licitatório, o contrato já esteja assinado com a empresa vencedora do certame, ou seja, ainda em 2015.

Para o prefeito Carlos Amastha, “Palmas vive um momento histórico. O BRT é um grande passo para tornarmos nossa cidade na melhor do mundo. E com a licitação eletrônica, orçamento sigiloso e contratação integrada, estamos absorvendo o que de melhor o RDC nos oferece: a possibilidade de uma excelente contratação.”

Sobre a Obra

Para dar maior celeridade à sua implantação do BRT, o projeto foi desmembrado em duas partes: Palmas Centro e Palmas Sul, que consiste na implantação de uma sistemática de transporte com operação regulada por sistema de planejamento, gestão e controle operacional inteligente, circulando em faixa exclusiva e segregada, estações localizadas nos canteiros centrais das avenidas, com embarque em nível e pagamento antecipado nas estações.

As obras deste edital que foi aberto compreendem o corredor do BRT - Palmas Sul, com 14,48 km de extensão, no trajeto da Avenida NS-15 (Avenida Parque), através do complexo esportivo da futura Vila Olímpica, sentido Avenida NS-10, até a ponte sobre o Ribeirão Taquarussu e, a partir daí, estendendo-se por toda a região Sul da cidade. O corredor contemplará os setores Bertaville, Jardim União Sul, Jardim Aureny III, Lago Sul, Jardim Janaína, Jardim Aeroporto, Jardim América I e II e Jardim Taquari, a outra extensão do corredor, também, contemplará o Jardim Aureny II e Taquaralto, partindo da Avenida G do Jardim Aureny III.

Para operação do sistema BRT está prevista a implantação de 18 Estações, um Terminal Urbano em Taquaralto e um Terminal Metropolitano, próximo à Rodoviária, além de duas pontes, um elevado, dois viadutos, mais de 53 mil m² de calçadas acessíveis e 7,69 km de ciclovias. O BRT será gerenciado pelo Sistema Inteligente de Transportes – SIT, que efetuará a gestão da frota, o controle dos semáforos e o controle e automação das estações, comandados através de um Centro de Controle Operacional – CCO.

Fonte: Prefeitura de Palmas

DF: Sobradinho II ganha terminal de ônibus

Para a faxineira Maria Mônica Oliveira, de 50 anos, o mais difícil não era a demora do ônibus, mas sujeitar-se a ficar em pontos improvisados por não ter onde esperá-lo, exposta ao sol forte ou à chuva. A partir desta terça-feira (28), porém, as variações do clima deixam de ser um problema para ela e outros cerca de 15 mil usuários do transporte público de Sobradinho II, região que conta agora com um terminal próprio para o embarque e o desembarque de passageiros.

O espaço tem 10 boxes e vagas para 30 ônibus, onde 20 linhas farão ligações circulares com regiões próximas e com o Plano Piloto. Dessas, 7 são novas e outras 5 ganharam reforço recentemente. De acordo com responsáveis pela empresa Piracicabana, cerca de 120 ônibus operarão no terminal, localizado na AR 25, Conjunto 1, Lote 2.

As obras custaram R$ 3,5 milhões, recursos provenientes do empréstimo de US$ 176 milhões feito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução do Plano de Transporte Urbano de Brasília.

Antes de Sobradinho II, Riacho Fundo II recebeu, no mês passado, a mesma estrutura. "Outros seis terminais estão com previsão de entrega neste ano", afirma o governador Rodrigo Rollemberg. Ceilândia, Gama, Recanto das Emas e Samambaia fazem parte dessa projeção — sendo os dois últimos com dois terminais, cada. Guará I e II, Cruzeiro e Núcleo Bandeirante são alguns dos programados para a construção de um novo espaço em 2016.

Estrutura

A nova área tem banheiros masculino e feminino, lanchonete, bicicletário, sala exclusiva para funcionários das empresas de ônibus, e é totalmente adaptada às normas de acessibilidade. "A intenção é oferecer melhoria no serviço e dar mais conforto ao cidadão", resumiu o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé.

Dos dez boxes, dois ainda aguardam para entrar em operação. Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), as linhas que vão ocupá-los não estão definidas.

Demanda

De acordo com o administrador regional de Sobradinho II, Estevão Reis, a população esperava pela construção desse equipamento público havia uma década. “A localidade é nova, mas a comunidade é grande, e por isso precisamos oferecer toda a estrutura urbana necessária.”

Para Divino Sales, administrador de Sobradinho, a obra “atende a toda a região, principalmente trabalhadores que precisam se deslocar todos os dias”.

Além do governador, do secretário de Mobilidade e dos administradores, estiveram na inauguração a secretária de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Marise Nogueira; o diretor-geral do DFTrans, Clóvis Barbará; a administradora de Planaltina, Dinalva Cantallops Satre; o comandante em exercício do 13º Batalhão de Polícia Militar, major Delfino; os deputados distritais Dr. Michel (PP), Rafael Prudente (PMDB) e Julio César (PRB), líder do governo da Câmara legislativa; o empresário da Piracicabana, Joaquim Constantino, e o diretor da viação, Fausto Mansur.

Fonte: Agência Brasília

DF: Mesmo com 441km de ciclovias, DF não é amigável ao uso de bicicletas

O Distrito Federal tem 411km de ciclovias, mas não é considerado pelo brasiliense uma região amigável ao uso de bicicletas. A falta de investimento em políticas públicas para o meio de transporte alternativo é o principal problema. Mas a lista de reclamações inclui a falta de placas e a sinalização em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro nas ciclovias; os trajetos malconservados e muito mais longos que o dos carros; e a ausência dessas vias nas principais pistas de velocidade que ligam as regiões administrativas. O maior exemplo vem com a construção do viaduto que ligará o Sudoeste ao Parque da Cidade, que não foi pensado com acesso a pedestres e ciclistas. Especialistas de trânsito e militantes apontam que a forma de pensar os projetos de trânsito é anacrônica: leva a mais gastos, não resolve os engarrafamentos e prioriza o carro particular.

A funcionária pública Luciana Barreto, 30 anos, usa a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. Ela já pedalou em locais como Inglaterra e Holanda e diz ser impossível não comparar as experiências. Em Amsterdã, por exemplo, ela conta que não há tantas ciclovias como no DF, mas motoristas e ciclistas compartilham o asfalto respeitosamente. “As ciclovias são importantes nos trechos de ligação. Não precisamos desses trechos em vias de 40km por hora, como ocorre nas entrequadras do Plano Piloto. O que falta é educação. São coisas simples, como o motorista respeitar o espaço de 1,5m entre carros e bicicletas”, explica.

O desconforto entre ciclistas e governo ficou ainda mais claro no passeio ciclístico promovido pela organização não governamental Rodas da Paz que, sem apoio de autoridades, reuniu 10 mil pessoas no domingo. Os manifestantes pediam a aplicação da Lei Distrital nº 3.639, de 2005, que exige as vias exclusivas ligando cidades do Distrito Federal, aprovada há 10 anos. Presidente da ONG, Renata Florentino explica que os militantes lutam por melhores infraestrutura, fiscalização e educação. “Quando falamos do desenho da cidade, falamos das novas obras que o GDF anunciou. Brasília tem um espaço viário generoso. E as pessoas acham que quanto mais espaço para os carros, menores serão os congestionamentos. Isso não corresponde à realidade”.

A Rodas da Paz pediu ao governo os dados das velocidades médias das vias monitoradas por radares. A intenção é comparar os dados com as metas de redução que justificariam novas obras e questionar os projetos da forma como são pensados, a fim de colocá-los em acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana. A organização não obteve resposta.

Viaduto que ligará Parque da Cidade ao Sudoeste não terá via para ciclistas

O viaduto que ligará o Sudoeste ao Parque da Cidade evidencia a maneira como o Poder Público pensa os projetos sem levar em conta a Política Nacional de Mobilidade Urbana, isto é, garantindo a mobilidade de pedestres e ciclistas em primeiro lugar. O elevado promete aliviar o trânsito de veículos motorizados da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), por exemplo, mas não conta com via exclusiva para quem pedala e prejudicaria a continuidade de uma ciclovia que ligasse a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ao Eixo Monumental. A obra foi orçado em R$ 20,6 milhões — o Executivo arcará com R$ 3,7 milhões e o restante virá da Caixa Econômica Federal. O processo está em licitação e deve terminar em 2016.

O projeto faz parte do conjunto de alterações do chamado Corredor Oeste, que liga Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e Guará ao Eixo Monumental. O presidente do Instituto de Segurança no Trânsito (IST), David Duarte Lima, critica o viaduto da Epig por não ter sido pensado também do ponto de vista de quem pedala. “É inútil o governo tentar melhorar a mobilidade dos carros sem mudar a cultura do brasiliense e elevar a qualidade e o uso do transporte público. Onde estão o transporte público de qualidade e outras obras de mobilidade?”, questiona. Presidente da Organização Não Governamental (ONG) Rodas da Paz, Renata Florentino concorda. “Se conseguirmos a implementação das ciclovias na EPTG, ela ficará sem continuidade ao chegar na Epig. A obra (da Epig) terá que incluir uma ciclovia e vai ficar mais cara”, aponta.

O subsecretário de Projetos da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, Walder Suriani, admite que as obras, inicialmente, não incluíram as ciclovias. Segundo ele, há um projeto à parte, mas já existem trechos para ciclistas no Sudoeste — às margens da Epig e dentro da cidade. “O projeto desafoga o trânsito para a Epig, para o Sudoeste e para o Cruzeiro. Ele prevê uma faixa exclusiva para ônibus nesse trecho da Epig. Temos a ciclovia paralela, no Sudoeste, e algumas passagens subterrâneas de pedestres que construiremos próximo ao Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Esse viaduto faz parte de um conjunto de obras do Corredor Oeste, e não integra as ciclovias.”

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Goiânia: Cai o número de multas por invasão nos corredores preferenciais de ônibus



Fonte: TV Serra Dourada

Goiânia: O processo de manutenção e revisão dos ônibus do Eixo Anhanguera

Quando um usuário do Eixo Anhanguera acorda logo cedo e coloca os pés em um de nossos carros, talvez não imagine que na garagem da Metrobus próximo ao Terminal Padre Pelágio, já está ocorrendo uma inspeção e revisão em outros ônibus da frota, com objetivo de transportar com eficácia as cerca de 300 mil pessoas que utilizam nossos serviços.

Para atender com qualidade todas essas pessoas, nossa equipe de revisão e manutenção é composta por 63 pessoas, entre mecânicos, lanterneiros, eletricistas e lavadores. Um serviço invisível aos olhos dos usuários, mas notório por seus resultados.

Todos os dias 9 carros passam por uma revisão minuciosa. "É uma revisão geral. Além dos serviços básicos de abastecimento e limpeza, trocamos o óleo, fazemos vistoria no motor, verificamos toda a parte elétrica, e até mesmo fazemos verificamos o estado de lanternagem e pintura. Algo bem detalhista. Esses 9 carros ficam aqui na oficina o dia todo" comenta Cláudio da Silva, supervisor de manutenção e frotas, que está há mais de 31 anos trabalhando na Metrobus.

O supervisor menciona que além dos 9 carros, outros 18 passam por uma inspeção diária. "Essa é uma revisão menos rigorosa, mas não deixa de ser importante. Serviços básicos de limpeza, abastecimento, balanceamento de pneus, entre outros, acontecem nessa etapa."

Serviços noturnos

O Eixo Anhanguera não para. Os nossos carros andam 24 horas. "Meia noite e quarenta chega o ultimo carro, e após isso começamos o serviço do corujão." E se algum imprevisto ocorrer durante a noite ou mesmo quando o Corujão está rodando? "Temos uma equipe de plantão de madrugada. Qualquer situação fora do planejado que ocorrer, estamos preparados para prestar quaisquer tipos de socorro." conclui Cláudio.

Limpeza

Todos os carros revisados, também passam por um processo de limpeza, quando necessário, até lavando peças mecânicas dos carros. "Esse também é um trabalho difícil, é feito junto com a revisão detalhada. Lavamos essas peças com um critério rigorosíssimo de limpeza." menciona Juliana Ferreira, que coordena uma equipe com mais de 20 lavadores.

"Existe até, uma equipe que lava os ônibus para o turno noturno", pontua. "Mais de 100 carros da nossa frota são lavados toda a semana. Tentamos manter praticamente todos os nossos carros em condições confortáveis de uso, tanto para o motorista, como para o usuário."

Fonte: Metrobus

Goiânia: Cabines no Eixo Anhanguera são alvos de criminosos

“Estamos à mercê dos assaltantes nas cabines do Eixo Anhanguera, que parecem saber direitinho o horário do fechamento dos caixas (por volta de dez e meia da noite) e aproveitam que não há vigilantes e nem policiais militares para praticar assaltos, todos os dias da semana”. A declaração é de uma atendente, que não quis se identificar, mas que teme por sua vida ao ter que se expor cotidianamente aos furtos e roubos que acontecem nos locais.

Ela explica que os furtos e assaltos às cabines onde são vendidos bilhetes de Sit Pass se tornaram corriqueiros após a saída dos vigilantes que trabalhavam nas plataformas do Eixo Anhanguera. A mulher afirma que as mais visadas pelos assaltantes estão situadas na Rua 20, no centro e na Praça do Botafogo e no Setor Universitário, na região Sul.

A mulher revela que uma colega foi abordada uma noite, na Rua 20 e o assaltante chegou com um facão forçando a porta. “Ele fez tamanho alvoroço que ela não teve outra opção a não ser abrir a porta e deixá-lo entrar na cabine”. A atendente conta que, além de entregar o dinheiro arrecadado com a venda dos bilhetes, a moça ainda foi obrigada a dar ao bandido o celular pessoal e o da empresa mais o dinheiro que era dela.

Outros casos

A mesma pessoa relata ainda que já presenciou um assaltante chegar armado com um revólver e exigir a entrega do dinheiro que estava no caixa. “Uma vez, outro marginal praticou um assalto em uma cabine e saiu avisando que iria assaltar outras cabines”.

A mulher diz que, na maioria das vezes, ao acionar o botão do pânico, as atendentes esperam que junto com o encarregado da empresa também venham policiais militares. “Mas, isso não acontece. E, também, não fomos levadas para registrar Boletins de Ocorrência em nenhuma delegacia”. Ela reclama ainda que, a empresa desconta nos salários delas o valor que os bandidos levam. A atendente esclarece que elas recebem um salário mínimo e, com o desconto por causa dos assaltos, o pagamento mal dá para as despesas.

Respostas

Por meio de nota, a Metrobus informa que está buscando a melhoria do sistema de transporte em nossos carros e plataformas. A empresa ressalta que não é responsável pelo quantitativo da PM em terminais e plataformas, mas que sua tarefa é apenas de vigilância patrimonial e não armada. Os profissionais capacitados para a coibição da entrada de bandidos em todos os âmbitos, inclusive no Eixo (plataformas e terminais), são os policiais.

A Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) informou que sua incumbência é de apenas gerir o transporte coletivo em Goiânia e na região Metropolitana. E que a segurança é da Metrobus.

A reportagem de O Hoje também tentou falar com algum representante do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp), mas não conseguiu.

PM

A orientação da Polícia Militar (PM) nesses casos é ligar no telefone 190 para registrar a ocorrência. Só assim, segundo a corporação, é possível buscar os assaltantes, para efetuar a prisão deles em flagrante.

Sem registros

No 1° Distrito Policial, a informação repassada pelo titular é que não há registros de assaltos às cabines. Segundo o delegado Gylson Mariano Ferreira, só há registros de furtos de passageiros no interior dos ônibus, todos os dias. Ele esclarece que o patrulhamento da Rua 20, no centro da Capital, é responsabilidade desse distrito.

“Não fomos procurados para esse registro não. A nossa orientação é que as pessoas vão a qualquer delegacia de polícia civil, mesmo que tenham acionado a Polícia Militar, a fim de que possa fazer a investigação desses casos”. No 9° Distrito Policial a informação divulgada é de que também não há nenhum registro das ocorrências.

Fonte: O Hoje