quinta-feira, 24 de abril de 2014

DF: Tesourinha da 216 Norte alaga e prende dois ônibus (e os Bombeiros)

As fortes chuvas retiveram dois ônibus em um alagamento na tesourinha da 216 Norte. No coletivo da viação Piracicabana, que ia para a W3 Norte, cinco passageiros ficaram ilhados, entre eles o engenheiro Maurício Vilanova, 60. Ele, que já passou por uma situação semelhante no Rio de Janeiro, tentou acalmar os outros passageiros. “Estavam todos muito assustados, a água chegou a subir 15 centímetros dentro do próprio ônibus em questão de minutos.Tivemos que ficar em cima das poltronas para escapar da água”, conta.

O carro dos Bombeiros que foi enviado para fazer o resgate das vítimas também ficou preso nas águas e teve de ser empurrado. Os passageiros ficaram presos por 40 minutos e desceram do ônibus ainda no meio do alagamento. “Era só olhar as bocas de lobo para ver o tanto de lixo”, disse Vilanova.

Fonte: Jornal Metro Brasília

DF: Agonia no Metrô não tem data para acabar

A região mais populosa do DF já sofre há 20 dias com a greve dos metroviários. O aperto e a demoram foram ainda maiores ontem, pois apenas sete trens circularam no horário de pico, causando tumulto nas estações de Samambaia, Ceilândia e Taguatinga. A estação Praça do Relógio, a mais movimentada da rede, chegou a ser fechada para embarque no início da manhã, por falta de espaço.

Uma decisão da Justiça do Trabalho determinou que ao menos 12 composições circulassem nos horários de maior movimento, e o descumprimento se tornou motivo para uma troca de acusações entre o governo e os metroviários.

A direção do Metrô acusou o sindicato de ter impedido a entrada dos pilotos no trabalho, afetando o funcionamento do sistema. Os sindicalistas responderam acusando o governo de sabotagem. “Os pilotos estão prontos para trabalhar, mas não há trens para todos”, disse o coordenador geral do sindicato, Luciano Costa. “O GDF age de forma truculenta para jogar a população contra a categoria e pressionar a Justiça, mas se recusa a negociar.”

Queda de braço

A principal reivindicação dos metroviários é melhores condições de trabalho. Os sindicalistas alegam que os trens quebram constantemente e que o sistema não oferece segurança aos usuários.

Eles pedem ainda reajuste salarial de 10% e o abono dos dias parados, já que o governo cortou o ponto de quem não tem trabalhado. O GDF ofereceu aumento de 7,5% e se recusa a discutir as demais reivindicações. A disputa deverá ser decidida pelo Tribunal Regional do Trabalho, mas ainda não há data marcada para o julgamento.

Fonte: Jornal Metro Brasília

DF: Nenê Constantino será julgado por homicídio

O Tribunal do Júri de Taguatinga acatou denúncia contra o empresário do setor de transportes Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, 83, acusado, com outros três réus, pelo homicídio de Tarcísio Ferreira em 2001. A vítima havia invadido, com um grupo de pessoas, um terreno do empresário. O júri ainda não foi marcado e a defesa de Constantino não se manifestou.

Fonte: Jornal Metro Brasília

DF: Motoristas e cobradores concluem curso de reciclagem

Os primeiros motoristas e cobradores que participaram do programa Gentileza Urbana receberam, nesta quinta-feira (24), o certificado de conclusão do curso. Durante três semanas, eles acompanharam aulas sobre cidadania no trânsito, direção defensiva, além de direitos e deveres dos usuários.

“Um dos principais objetivos do programa é resgatar os valores humanos, em meio a essa vida conturbada”, destacou a diretora-geral interina do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Fátima Zanon, ao entregar o certificado para os rodoviários.

Para o motorista Jéferson Gomes, um dos 44 prepostos que concluíram o curso, o resultado das aulas é positivo. “Foi uma boa iniciativa do DFTrans oferecer um serviço assim. Nossa relação com os usuários até já melhorou. Assim, o tempo de trabalho passa mais rápido”, pondera.

De acordo com o cobrador Francebilton Silva, o ponto alto foi a palestra sobre os usuários que possuem dificuldade de locomoção. Durante a exposição, os rodoviários colocaram vendas nos olhos e usaram cadeiras de rodas para sentirem o que esses passageiros passam no dia-a-dia.

“Eu me coloquei no lugar de um deles e pude perceber as suas dificuldades. Agora, posso ajudá-los ainda mais”, lembra Silva.

Curso – O programa Gentileza Urbana tem por objetivo de capacitar os rodoviários das empresas de ônibus que operam no DF. A primeira etapa do curso acontece entre os meses de abril e outubro e vai atender 500 prepostos.

As aulas, que são ministradas por servidores do DFTrans, acontecem às terças e quintas, das 9h30 às 12h, na Escola de Trânsito do Detran-DF. A ideia é que, gradativamente, todos os prepostos do sistema sejam atendidos pelo programa. “A previsão é de que duas outras turmas – com 35 alunos, cada – iniciem os trabalhos no dia 6 de maio”, adianta o diretor-técnico do DFTrans, Lúcio Lima.

Fonte: DFTrans

Entorno DF: Perillo diz que inércia do GDF atrasa concretização do consórcio de transporte

Em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, o governador Marconi Perillo (PSDB) fez um balanço da administração, dando destaque às ações do Estado na infraestrutura, saúde, segurança e educação. “Nossa marca é da inovação, em todas as áreas. Fomos além e inovamos em todos os setores para levar novas obras e programas para a população”, afirma Marconi, citando os investimentos nas diversas áreas de governo.

O governador afirma não estar preocupado com as eleições de outubro e frisa que está inteiramente focado na administração. “Não é hora de tratar de eleições”. O tucano conclui nos próximos dias o giro por 114 municípios do Estado, “para entregar obras”. Na entrevista, que você lê abaixo, Marconi fala ainda também sobre VLT, transporte coletivo, a construção de hospitais e sua participação ativa e direta nas políticas de segurança pública.

Welliton Carlos – O Entorno do Distrito Federal tem tido inúmeras cenas de protesto nos últimos dias. A motivação costuma ser a péssima qualidade do transporte público. O que o governo de Goiás pode fazer para minorar essas dificuldades?

Marconi Perillo – Eu já estive por oito vezes nos últimos dois anos na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir uma solução para o problema do transporte coletivo no Entorno Sul de Brasília. Estive na ANTT pela última vez na terça-feira (8 de abril), quando ouvi do presidente da agência, Jorge Bastos, que os pleitos de Goiás em relação a este assunto estão em andamento e que terão breve solução. Há uma grave carência de linhas na região, que foi agravada, recentemente, porque a empresa que venceu o contrato de concessão desistiu de assumir as linhas. Há dois anos eu entreguei à ANTT uma proposta para a formação de um consórcio entre a agência, o governo de Goiás e o governo do Distrito Federal para que, juntos, atuássemos para resolver de vez esse problema. Mas até agora o GDF não deu uma resposta sobre o assunto. De toda forma, estou certo de que, com o apoio da ANTT, vamos dar um encaminhamento definitivo para essa questão.

Welliton Carlos – O governo está confuso quanto à necessidade ou não de construção do VLT? Qual motivo do atraso desta proposta?

– A melhoria da qualidade do transporte coletivo da Grande Goiânia exige uma série de medidas, em diversas frentes. Foi-se o tempo em que colocar mais ônibus para rodar resolvia o problema. Ao contrário: sem intervenções pesadas no fluxo e na lógica do trânsito, aumentar o número de ônibus em circulação pode é piorar a situação. Os investimentos para melhorar a qualidade do transporte vão desde as intervenções na malha viária até investimentos em modais como o BRT, o VLT e o metrô. Não há dúvidas de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma alternativa eficiente. Mas eu determinei à minha equipe que cuida do projeto que avalie com cuidado o impacto da implantação da linha em Goiânia, especialmente no trecho que atravessa o Centro da capital. Vamos começar a obra somente se estivermos convictos de que ela de fato vai melhorar a mobilidade em Goiânia. Foi por isso que determinei que o trecho do Centro seja subterrâneo. Se vamos fazer, temos de fazer bem feito, de forma definitiva. A verdade é que quase todos os investimentos feitos no transporte público da Grande Goiânia estão sendo executados pelo Estado. Somente neste mandato, nós renovamos a frota do Eixo Anhanguera, com a aquisição de 90 novos ônibus, reformamos os terminais, implantamos e estamos universalizando o Passe Livre Estudantil. Agora estamos finalizando o projeto de prolongamento do Eixo Anhanguera. Além disso, as duplicações das rodovias estaduais e a construção de viadutos nas saídas de Goiânia também terão impacto sobre o trânsito e o transporte coletivo, dando mais fluidez para as linhas.

Carlos Freitas – Goiânia vem vivendo um grande problema com o transporte público. O que o governo estadual pode fazer para melhorá-lo?

A verdade é que praticamente todos os investimentos feitos no transporte público estão sendo feitos pelo meu governo. Acabamos de garantir R$ 4,4 milhões mensais a mais para o sistema de transporte coletivo da Grande Goiânia para garantir as gratuidades, como o Passaporte do Idoso, a gratuidade para policiais militares e portadores de deficiência, além do Passe Livre Estudantil Universal. A universalização do Passe Livre Estudantil, aliás, só foi possível porque resolvi enfrentar a questão e bancar a gratuidade para toda a Grande Goiânia. Além disso, no atual governo nos renovamos a frota do Eixo Anhanguera em 90 veículos, reformamos os terminais e acabamos de aprovar a isenção do ICMS para o óleo diesel que abastece os veículos do transporte coletivo. No Eixo Anhanguera, também concedemos 50% de desconto no valor da passagem. Enfim, o Estado está procurando suprir as deficiências na área do transporte público, fazendo a sua parte.

Fonte: Diário da Manhã

DF: Metrô abre investigação para apurar redução do número de trens

O Metrô do Distrito Federal abriu nesta quinta-feira (24) processo para investigar a conduta dos servidores flagrados negociando a redução do número de trens, para que não houvesse mais do que 12 em circulação - número mínimo determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho. Os metroviários pedem redução da jornada de trabalho e reajuste salarial.

Em uma das gravações, feita na terça-feira, um piloto entra em contato com a central e informa o que ocorre na plataforma. “O sindicato está pedindo para recolher este trem. Tem 12 trens na linha, e pediu para recolher este trem”. Depois, a diretora do sindicato Renata Viana pega o telefone e fala: “Solicito que recolha este trem, pois já tem o número estabelecido pela Justiça”.

Os áudios revelam que o piloto continua pedindo orientação sobre a saída em circulação de um trem até que ele diz estar passando mal e que precisa de rendição. “Aqui é o Ulisses, trem 18 terminal. Eu estou com problema, eu estou com um probleminha aqui, vou ter que enrolar um pouco aqui no terminal.” O controlador pergunta o que ele vai fazer, e o homem responde: “Eu estou com um problema aqui, estou passando um pouco mal e tenho que ir ao banheiro”.

Mais adiante, a diretora do sindicato volta a chamar a central e não obtém resposta. Ela pede o recolhimento de um dos veículos, porque já haveria na via o número mínimo de composições determinado pela Justiça. Por telefone, outra representante da categoria, Tânia Viana, afirma que o objetivo era não deixar que houvesse mais trens na via do que o mínimo determinado pelo TRT.

A abertura da investigação foi sugerida pelo secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, que critica a postura dos grevistas. "São várias as irregularidades, e o sindicalista não está imune à lei. Por exemplo, o piloto que entrega o rádio de comunicação para uma sindicalista para ela entrar em contato com a central de controle. A sindicalista não pode ter acesso ao rádio, que faz parte do sistema de segurança da operação. Essa é uma grave irregularidade", disse.

Tânia nega que a categoria esteja agindo de maneira ilegal. "Isso não me surpreende, porque essa é a prática do governo, de tentar criminalizar o que é feito por quem está em greve. Fizemos tudo com amparo judicial", afirma.

O governo do Distrito Federal anunciou nesta quarta que vai solicitar ao Tribunal Regional do Trabalho o julgamento da greve com urgência. Também informou que o ponto dos grevistas foi cortado. Os metroviários reivindicam redução de carga horária e reajuste salarial.

O TRT disse que aguarda parecer do Ministério Público para julgar a abusividade da greve. A paralisação afeta cerca de 140 mil pessoas diariamente. Em horários de pico, o Metrô opera com 24 trens e 12 nos demais momentos do dia.

Bloqueio

Nesta quarta-feira (23), um bloqueio feito por sindicalistas dificultou o acesso de metroviários aos trens. Por conta da ação, a estação Praça do relógio, em Taguatinga, chegou a ser fechada por cerca de uma hora, fazendo com que outras estações ficassem lotadas.

Fonte: G1 DF

DF: Sindicato pede recolhimento de trens do Metrô

Áudios e vídeos gravados pela direção do Metrô do Distrito Federal mostram conversas de pilotos e de uma diretora do Sindicato dos Metroviários em que ela pede a saída de operação de trens, para que não houvesse mais do que 12 em circulação – número mínimo determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho para o período de greve da categoria. A greve da categoria foi retomada no dia 14.

Em uma das gravações, um piloto entra em contato com a central e informa o que ocorre na plataforma. “O sindicato está pedindo para recolher este trem. Tem 12 trens na linha, e pediu para recolher este trem”. Depois, a diretora do sindicato Renata Viana pega o telefone e fala: “Solicito que recolha este trem, pois já tem o número estabelecido pela Justiça”.

Os áudios revelam que o piloto continua pedindo orientação sobre a saída em circulação de um trem até que ele diz estar passando mal e que precisa de rendição. “Aqui é o Ulisses, trem 18 terminal. Eu estou com problema, eu estou com um probleminha aqui, vou ter que enrolar um pouco aqui no terminal.” O controlador pergunta o que ele vai fazer, e o homem responde: “Eu estou com um problema aqui, estou passando um pouco mal e tenho que ir ao banheiro”.

Mais adiante, a diretora do sindicato volta a chamar a central e não obtém resposta. Ela pede o recolhimento de um dos veículos, porque já haveria na via o número mínimo de composições determinado pela Justiça. Por telefone, outra representante da organização disse à TV Globo que o objetivo era manter o total estabelecido pelo TRT.

“O oficial de Justiça vai para lá com uma determinação, e a determinação é aquela que foi novamente publicada hoje pelo Tribunal Regional do Trabalho, que o Metrô deverá rodar com 12 trens no horário de pico, entre 5h e 9h e entre 17h e 20h. Então, nesses dois horários, o Metrô roda com 12 trens. Depois desse horário, ele deve recolher seis trens”, disse Tânia Viana.

A diretora disse que a determinação para a saída operação de trens que excedessem a determinação judicial era do oficial de Justiça. “A gente estava conversando com os pilotos para os pilotos solicitarem ao centro de controle para recolher os trens. Aí o centro de controle se negou a recolher os trens, e isso foi notificado pelo oficial de Justiça.”

O governo do Distrito Federal anunciou nesta quarta que vai solicitar ao Tribunal Regional do Trabalho o julgamento da greve com urgência. Também informou que o ponto dos grevistas foi cortado. Os metroviários reivindicam redução de carga horária e reajuste salarial.

A paralisação afeta cerca de 160 mil pessoas diariamente. Em horários de pico, o Metrô opera com 24 trens e 12 nos demais momentos do dia.

Bloqueio

Nesta quarta-feira (23), um bloqueio feito por sindicalistas dificultou o acesso de metroviários aos trens. Por conta da ação, a estação Praça do relógio, em Taguatinga, chegou a ser fechada por cerca de uma hora, fazendo com que outras estações ficassem lotadas.

Fonte: G1 DF