segunda-feira, 21 de julho de 2014

DF: Com documentos falsos, ônibus pirata é apreendido na Asa Sul

Um homem foi detido com documentos falsos e dirigindo um ônibus pirata, com a mesma identificação da Viação Grande Brasília, na 112 Sul, nesta segunda-feira (21/7). A polícia confirmou que o motorista usava um crachá da empresa, mas estava sem carteira de habilitação.
Ele é suspeito de usar o coletivo para fazer transporte pirata no DF. No momento da prisão, 30 pessoas estavam dentro de veículo. Fiscais da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) receberam a denúncia e fizeram o flagrante. José Vilamar Carneiro apresentou uma identificação da empresa, mas disse que não tinha os documentos obrigatórios para o transporte coletivo.

Ele foi autuado por porte de documento falso. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

Fonte: Correio Braziliense

Palmas: Propostas do BRT são publicadas no Diário Oficial da União pelo Ministério das Cidades

O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 21, traz a publicação da Portaria nº 381, na qual o ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, torna pública a seleção de propostas apresentadas pela Prefeitura Municipal de Palmas inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Pacto da Mobilidade. A publicação permite que a Prefeitura de Palmas inicie uma nova etapa para a implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT) em Palmas.

De acordo com o presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Palmas (Impup), Luiz Masaru, “o próximo passo é a análise dos estudos técnicos junto à Caixa Econômica Federal”. O arquiteto ressalta ainda que todo o processo tem sido vitorioso para a Capital do Tocantins. “Primeiramente porque Palmas é a única cidade com população inferior a 500 mil habitantes a participar deste Pacto da Mobilidade, e é a única também que em um ano seus técnicos conseguiram apresentar as propostas e tê-las publicadas no DOU. É uma vitória, sobretudo de todos os técnicos envolvidos no processo”, ressaltou Masaru.

As propostas selecionadas e inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Pacto da Mobilidade foram:

- BRT Palmas

- Corredor preferencial no Jardim Aureny III, Jardim Aureny II e Taquaralto

- Terminal Urbano de Taquaralto

- Terminal Metropolitano e Corredor Preferencial da Av NS 10

- ITS – Sistema Inteligente de Transporte

Entenda

O Bus Rapid Transit (BRT) é um modelo inspirado em grandes exemplos de obras de transporte coletivo adaptado à realidade e capacidade de Palmas. O novo Transporte Público da Capital nasce com objetivo de facilitar a mobilidade, contribuir com a organização dos espaços urbanos eliminando os vazios e ser um propulsor de desenvolvimento econômico.

O BRT vai transformar o sistema de mobilidade, cumprir o papel de aproximar as regiões Sul e Norte de Palmas e promover melhorias nos mais diversos segmentos como saúde, educação, habitação, além de trazer desenvolvimento social e econômico para a Capital mais nova do País.

Estrutura

O projeto contará com a implantação de um eixo de 30 Km de extensão partindo da Região Norte, do Setor Santo Amaro, atravessando todo plano diretor e se dividindo em duas outras linhas, uma para Taquaralto e outra para Jardim Taquari. O canteiro central da Avenida Teothônio Segurado será a base da via e as pistas de tráfego de veículo serão mantidas.

No canteiro central circularão os ônibus rápidos com energia limpa e ainda quase 17 Km de ciclovia, 8,5 km de calçadas, sete pontes e viadutos, sendo quatro exclusivos para tráfego de coletivo urbano.

Estações e Terminais

Toda via será dividida em sete eixos de estações multimodais com trincheiras com passagens em desnível e outras duas em nível. Estes espaços serão equipados com rampas, calçadas, bicicletários, paisagismo, serviços públicos, painéis de sinalização com informações de tempo de espera, catracas envidraçadas e banheiros. Elas sempre estarão localizadas nos cruzamentos leste oeste.

Serão implantados ainda dois grandes terminais urbanos sendo que um deles substituirá a Estação Javaé em Taquaralto e ainda mais 28 estações de passagens. Este eixo será abastecido por rotas alimentadoras, ou seja, ônibus que percorrerão quadras e bairros aproximando os passageiros ao BRT sem a necessidade de pagar outra passagem.

Na altura da Ulbra, o trajeto do BRT será desviado para esquerda por meio de um viaduto, passando pela futura Vila Olímpica, chegando na Avenida NS 10, onde uma ponte será construída sobre o braço do lago para dar acesso ao Setor Bertaville de onde a pista segue pelo Jardim Aureny III e Jardim Taquari.

Fonte: Prefeitura de Palmas

DF: Passageiros criticam demora e pedem ajustes no Expresso DF

Por mais de dois anos, os moradores de Santa Maria e do Gama, última cidade do DF a ter a frota de ônibus renovada, sofreram nos engarrafamentos da Epia enquanto viam a obra do Expresso DF avançar, com a promessa de reduzir o tempo de viagem até o Plano Piloto de uma hora e meia para 40 minutos nos horários de pico. O início dos testes sem cobrança de passagem mas em horário comercial, este mês, porém, mostrou que a realidade é diferente do prometido.

Os ônibus articulados com capacidade para até 140 pessoas cada realmente fazem o trajeto entre os terminais das cidades e o Plano Piloto no tempo da propaganda, mas, para chegar a estes terminais, os passageiros levam até 40 minutos.

“A realidade é que eu ia para o trabalho, na Esplanada dos Ministérios, em uma hora, uma hora e dez, e só pegava um ônibus”, conta o servidor da Receita Federal Lucas Araújo, 22, que mora no Gama. “Agora, pego três ônibus; um para o terminal, o BRT e outro para o trabalho, e levo uma hora e meia. Ou mais”, completa ele, que valoriza, porém, a qualidade dos veículos. “São confortáveis, têm ar condicionado e são confiáveis. Os da Viplan quebravam demais. Mas a promessa do tempo é balela”.

Teste

O Metro embarcou em um dos ônibus alimentadores do Expresso DF, na rodoviária do Gama, às 6h55 da última terça-feira, um dia antes da greve dos rodoviários. O veículo levou meia hora até o terminal, na entrada da cidade. “Antes os ônibus iam direto para o destino. Agora temos que passear pelo Gama”, reclamou, sentada ao lado do repórter, a secretária Ana Fernanda Gonçalves, 29, que trabalha na Asa Sul.

Algumas dezenas de pessoas já esperavam no terminal quando o alimentador, que lotou no caminho, desembarcou os passageiros. Só foi possível embarcar, com muito custo, no segundo ônibus expresso que passou. Lotado, ele chegou à Rodoviária do Plano Piloto às 8h11, uma hora e 16 minutos após o início da viagem e tarde demais para quem bate ponto às 8h. “Por enquanto a desorganização está sendo aceita como desculpa pelo chefe. Mas não sei até quando”, ponderou o contínuo Anderson Ribeiro, 20, que trabalha no Conjunto Nacional.

Embarque tumultuado

Outro problema muito citado pelos passageiros é a dificuldade para embarcar nos ônibus do Expresso DF. Às 7h12 da última terça, no terminal de Santa Maria, uma fila com mais de cem pessoas se desfez e se transformou em tumulto quando o veículo, que tem três portas para embarque, encostou. “Chego nessa estação às 6h e consigo entrar em algum ônibus depois das 7h. Esse empurra-empurra é muito perigoso. Não respeitam nem idosos, nem mulheres com crianças, ninguém. Não deveriam ter retirado as outras linhas para o Plano”, reclamou a empregada doméstica Inês Lopes, 46.

A vendedora Gabriela Moura, 28, observa, no entanto, que o BRT é uma boa opção, apesar de toda a confusão para o embarque. “Antes, a gente ficava mais de 30 minutos no engarrafamento da saída de Santa Maria. Agora a viagem toda é feita em 40 minutos, no máximo.”

Eficiência vai aumentar com o tempo, diz gestor

O tempo, na opinião do diretor-geral do DFTrans e gestor do Expresso DF, Jair Tedeschi, vai fazer com que tanto passageiros quanto operadores do sistema se acostumem com a operação, aumentando a eficiência. “É tudo novo, substituindo um sistema de 50 anos. Por isso o período de testes tem sido tão longo”, justifica. “O Expresso está levando o mesmo tempo que os antigos ônibus porque o trânsito tem fluído bem na rodovia. Mas os passageiros vão ganhar tempo sempre que houver engarrafamento, por qualquer motivo”, explica. “Além disso, os usuários já percebem que fazem a viagem com muito mais conforto e tranquilidade quanto a quebras de ônibus.”

Os problemas no embarque, para Tedeschi, serão minimizados quando os passageiros entenderem que os ônibus do BRT funcionam como o Metrô. “Parece folclórico dizer isso, mas é verdade que o brasileiro adora formar fila. Mas os veículos têm três portas e espaço para 140 pessoas. As pessoas precisam ter tranquilidade para embarcar”, afirma.

Não há data definida para que os usuários do BRT comecem a pagar pelo serviço, que roda gratuitamente desde abril -- o começo foi em horário reduzido, mas, desde o início de julho, o BRT roda das 5h à meia noite.

Sem cobrar a passagem para os usuários, o governo paga à Pioneira, concessionária que opera o BRT. “Ainda não temos condições técnicas de cobrar. Estamos acertando software, a catraca, o sistema de cobrança como um todo”, conta Tedeschi.

Bilhetagem

O governo ainda está devendo um esforço maior para que os usuários tenham acesso mais fácil aos cartões de bilhetagem eletrônica e não tenham de pagar várias passagens quando começar a cobrança.

“Precisamos de pontos de venda e recarga nas estações. Por isso vamos levar os ônibus do DFTrans e as Kombis do BRB em breve para elas, mesmo sem cobrar passagem”, promete o gestor.

Fonte: Jornal Metro Brasília

Entorno DF: Licitação do semiurbano começa amanhã

Por Rafael Martins

A licitação do transporte semiurbano do Entorno, começa amanhã (22), conforme o cronograma da ANTT. As proponentes irão entregar a documentação exigida pelo edital na sede da Agência entre às 09h e 17h: Envelope I - Garantia da Proposta; Envelope II - Documentos de Qualificação; Envelope III - Proposta Econômica Escrita; e Envelope IV - Plano de Negócios.

A abertura e análise do primeiro envelope acontece entre 23/07 e 01/08. Somente as proponentes que tiverem suas garantias de propostas aceitas é que passarão para a próxima fase do certame com a abertura do segundo envelope.

O objeto da licitação são as quotas de exploração agrupadas em 4 lotes de linhas. Estas quotas são as ligações entre as cidades do Entorno com o Distrito Federal. No total, o serviço semiurbano tem 551 linhas, distribuídas nestas 33 quotas, agrupadas em quatro lotes.

Serão declaradas vencedoras dos lotes, as empresas que atendam a todos os requisitos do edital, e que propuser a “menor tarifa”, definida em função do menor coeficiente tarifário ofertado para cada lote, nos termos que compõem o certame.

Ao todo, após a conclusão da licitação, serão 1405 ônibus, sendo distribuídos da seguinte forma: Lote 1 – 321 ônibus; Lote 2 – 541 ônibus; Lote 3 – 319 ônibus e Lote 4 – 224 ônibus. A ANTT poderá acompanhar a operação por meio de um sistema automatizado que fornecerá informações como horários, atrasos e interrupções nas viagens, bem como número de passageiros transportados.

Saiba mais




Goiânia: Só 66% dos ônibus no horário

As empresas de ônibus informam que 34,2% dos ônibus estão andando fora do horário nos últimos 13 meses. A situação fica muito pior nos horários de pico, quando cerca de 65% dos ônibus ficam fora do horário. A informação foi revelada depois que O POPULAR mostrou às empresas uma planilha com 10 linhas monitoradas pela reportagem durante 5 dias úteis nas últimas duas semanas em quatro horários diferentes, quando se constatou que quase 51% dos 1906 ônibus identificados neste monitoramento estavam fora do horário (atrasados ou adiantados). Para isso, O POPULAR usou o aplicativo Olho no Ônibus, lançado neste mês pelo consórcio da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) para que o usuário identifique a localização dos ônibus (veja quadro).

O diretor-geral da RMTC, Leomar Avelino, disse que o índice de ônibus fora do horário apresentado pelo POPULAR são maiores do que a realidade do sistema porque foram escolhidas linhas mais pesadas (003, 006, 010, 014, 015, 020, 027, 157, 255 e 280), por trafegarem onde o trânsito é mais intenso, como as principais avenidas de Goiânia, além de serem extensas, cruzando a cidade. “Quando se pega o sistema inteiro, com as linhas alimentadoras que circulam mais nos bairros, o índice de pontualidade acaba aumentando.”

Avelino diz que a intenção da RMTC é trabalhar para que o índice de pontualidade chegue a 80%. Em países onde o transporte coletivo é mais desenvolvido, como Suécia e Colômbia, o índice chega a 97% e 98%, respectivamente. Em todo o mês de junho passado, segundo os dados das empresas, o índice de pontualidade foi de 66,2%. No mesmo mês do ano passado a média foi de 66,4%. Em 2013, o pior mês foi em setembro, com apenas 62% dos ônibus circulando no horário.

Mas a situação é pior mesmo no horário de pico. De acordo com o diretor-geral da RMTC, desde 2009, quando começou o monitoramento das empresas, o índice de pontualidade no momento em que o trânsito é mais complicado na cidade sempre ficou próximo dos 35%, variando alguns pontos porcentuais para baixo ou para cima.

O levantamento feito pelo POPULAR, como foi em cima de linhas mais problemáticas, não verificou grande diferença entre os horários de pico e entrepico. O esperado seria que os atrasos fossem maiores no período de demanda mais intensa, em função do maior fluxo de trânsito. Os ônibus das dez linhas escolhidas pelo POPULAR foram monitorados às 7 horas e às 19 horas, com média de atraso de 50,60%. Já no entrepico, cujo monitoramento foi feito às 11 horas e às 15 horas, o mesmo índice foi de 49,54%. Para o consórcio das empresas, o índice é maior do que o verificado no sistema em geral.

Defasagem

A reportagem também flagrou uma defasagem entre o número de ônibus que aparece no mapa do aplicativo e os dados que são apresentados em outra planilha no site, específico sobre quantidade de ônibus por faixa de horário. No mapa, o número é sempre menor. Foi o que aconteceu, por exemplo, às 19 horas do dia 15 de julho, quando no mapa constavam 836 veículos, mas na planilha por faixa horária informava a presença de 1075, uma diferença de 22%.

Avelino explica que a planilha por faixa horária, que traz o número planejado e o realizado, se refere ao máximo de veículos que estiveram em operação naquela hora e não que necessariamente houvesse aquele número durante toda a faixa de horário. Ou seja, em algum momento entre 19 horas e 20 horas havia 1075 ônibus circulando no dia 15 de julho, mas não quando O POPULAR fez o monitoramento das linhas pesquisadas.

Em nenhuma das 13 vezes que a reportagem entrou no aplicativo para fazer a verificação, o número de ônibus no mapa se aproximou ao da planilha por faixa horária.

Veículos adiantados também dão problema

Monitoramento feito pelo POPULAR em cinco dias úteis nas duas últimas semanas mostra um elevado número de ônibus adiantados em relação ao horário planejado. O percentual variou de 10% a 35% dependendo do dia analisado e da linha. Para o consórcio da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), é um problema mais complicado e difícil de lidar do que o dos ônibus atrasados.

Segundo as regras da Central de Controle Operacional (CCO), é considerado como atrasado o ônibus que está cinco minutos atrás do horário programado para ele passar em determinado ponto.

O diretor-geral da RMTC, Leomar Avelino conta que na Suécia, com índice de pontualidade de 97%, os 3% restantes são de veículos que estão adiantados e que até hoje os engenheiros do país europeu ainda não conseguem solucionar este problema.

Em Goiânia, Avelino revela que a maior parte dos problemas neste sentido é em função do próprio motorista, que sempre trabalhou com a tendência de não deixar o veículo em atraso e, muitas vezes acaba exagerando na vontade de cumprir o determinado, principalmente quando o trânsito no trecho percorrido está mais tranquilo do que o habitual.

Como prova disso, Avelino afirma que o índice de ônibus adiantados aumenta nos meses de férias, especialmente janeiro e julho, justamente porque os motoristas estão acostumados com o trânsito mais pesado e, mesmo com as ruas mais vazias neste período, a pressa segue a mesma.

O problema maior é que o passageiro perde o ônibus quando este está adiantado, enquanto o ônibus atrasado pode levar o usuário que o está esperando, mesmo que a viagem acabe ficando mais demorada.

Outros problemas nas linhas

Entre as linhas monitoradas pelo POPULAR, a que apresentou o pior desempenho em relação à pontualidade foi a 014 (Parque Atheneu/Campinas), que atualmente está com uma planilha de férias. No geral, o monitoramento verificou uma média de mais de 57% dos veículos fora do horário. A linha também apresentou os piores números se somados apenas os horários de pico, com índice de 62,60% dos ônibus monitorados. Já em relação ao entrepico, o pior resultado é o da linha 255 (Terminal Novo Mundo/Terminal Senador Canedo), com 57,14% de veículos fora do horário.

Outras linhas com um índice de pontualidade menor do que a metade foram as 020 (52,40%), 003 (56,96%) e 010 (54,27%). A reportagem, na tarde da última sexta-feira, esteve em pontos por quais os veículos das linhas 003, 010, 014 e 020 passam e verificou diversas reclamações sobre o sistema de transporte coletivo.

Mesmo com o foco na pontualidade, as linhas 003 e 020 tiveram mais problemas apontados no quesito superlotação, o que mostraria uma falha no planejamento do sistema. Em dez minutos que a reportagem esteve na Praça Universitária, dois veículos da linha 020 passaram em um intervalo menor que dois minutos.

Pelas planilhas da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) o intervalo entre os veículos da linha 020 entre às 16 horas e 17 horas deveria ser de nove minutos. A passagem de dois ônibus em um intervalo menor que este, mostra o erro da operação. A babá Maria de Fátima, de 40 anos, por exemplo, virava a esquina do Hospital das Clínicas enquanto o segundo ônibus da linha 020 passava. Ao ser informada que outro havia passado em pouco tempo, ela foi rápida na conclusão: “agora que vou ter de esperar mesmo.”

Já na Praça Cívica, a espera por um veículo da linha 003 mostrou mais um erro na operação do sistema. Com um índice de descumprimento do horário em mais de 52% para o horário entrepico, o primeiro veículo avistado pela reportagem não parou no ponto para os passageiros.

Os usuários que estavam no local afirmaram de antemão que, provavelmente, este veículo estivesse atrasado e que logo viria outro.

De fato, em menos de 30 segundos, outro ônibus da linha 003 contornava a Praça Cívica e parou no ponto. O bancário Antônio Donizete, de 53 anos, considera a linha razoável, mas que atende as suas necessidades, já que a utiliza para um pequeno trecho, até a Avenida T-7. Já em relação às linhas 010 e 014, a reportagem do POPULAR esperou por elas na Avenida 85, próximo ao Estádio da Serrinha, mas só encontrou a reclamação dos usuários. Uma passageira de 17 anos disse até que o ônibus da linha 010 passa no horário certo, mas sempre está muito lotado, especialmente depois das 17 horas.

CMTC lembra decisão da Justiça que veta multas

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), por meio de nota, informa não ser possível avaliar os dados colhidos por meio do aplicativo Olho no Ônibus. Com relação às falhas no sistema, a nota lembra que uma decisão judicial em favor das empresas concessionárias impede a aplicação de multas quanto aos atrasos ou adiantamentos. Assim mesmo, a CMTC afirma que o trabalho de fiscalização tem ocorrido de maneira normal, de acordo com o contrato de concessão, nos 14 terminais e em pontos de embarque, aplicando multas para outras falhas.

Fonte: O Popular

domingo, 20 de julho de 2014

Entorno DF: População do Entorno reclama de falta de segurança no Terminal Rodoviário do Touring

O Terminal Rodoviário Metropolitano, feito para atender a população do Entorno do Distrito Federal e inaugurado em junho, não tem agradado totalmente aos cerca de 200 mil passageiros que ali frequentam diariamente. Apesar de funcionar desde 8 de junho, no antigo prédio do Touring, o local sofre com a falta de conclusão nas obras e com falhas de segurança.

Com investimento de R$ 11,6 milhões do GDF, o terminal é formado por 20 boxes para os coletivos normais e três maiores, para ônibus articulados. Na opinião de quem depende do transporte, porém, o novo terminal não facilitou as idas e vindas entre Goiás e DF. Alguns até recorrem a meios alternativos — e ilegais.

É o caso do salgadeiro Nelson Caetano Zica, 38 anos, morador de Jardim Ingá. Ele acorda às 4h30 para pegar ônibus até o Plano Piloto. Um pirata, porque é “mais rápido e mais cômodo”, segundo ele. “O ônibus que para no terminal só vem lotado, com povo em pé de madrugada e passagem a R$ 3,75”, descreve. O turno no Setor Hoteleiro Sul, onde trabalha, vai até as 11h30 ou até as 16h, dependendo do dia. À noite, é funcionário de uma pizzaria próxima de onde mora.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 19 de julho de 2014

DF: GDF admite que pode aumentar repasse de verba a donos de empresas de ônibus

Terminou sem acordo a audiência de conciliação entre as empresas de ônibus Marechal, São José e Pioneira, o governo do Distrito Federal e o Sindicato dos Rodoviários do DF, realizada nesta sexta-feira (18), no Tribunal Regional do Trabalho. As três companhias querem que a greve, suspensa nesta sexta-feira, seja considerada ilegal.

Existe também impasse sobre o pagamento do reajuste de 20% para os trabalhadores. Apesar da falta de acordo, os rodoviários decidiram trablahar nesta segunda-feira (21). A categoria, no entanto, diz que pode retomar a paralisação caso o pagamento no dia 5 seja feito sem o reajuste.

Sem o acordo, as partes envolvidas vão agora juntar documentos para apresentar ao tribunal, que vai decidir sobre a greve e o pagamento do aumento. Ainda não há data para que o desembargador julgue a paralisação.

Os trabalhadores das três empresas iniciaram a greve na última terça (15), data em que deveria ter sido depositado o valor referente a 20% de reajuste a 11 mil rodoviários das três empresas, segundo o sindicato. A organização afirma que foi combinado ainda aumento de 20% no tíquete-alimentação e de 40% na cesta básica.

A paralisação afetou 320 mil passageiros, segundo o DFTrans. De acordo com o sindicato, 1,6 mil coletivos deixaram de rodar durante a greve. As três companhias atendem as regiões de Ceilândia, Santa Maria, Recanto das Emas, Samambaia, Gama, São Sebastião e Paranoá.

A paralisação terminou nesta quinta (17), depois de uma reunião entre as empresas e o GDF, na qual foi decidido que o aumento de 20% seria pago ao longo da sexta-feira (18), o que ocorreu, segundo o sindicato. Também ficou acertado que o governo e o departamento jurídico do sindicato terão até o próximo dia 25 para acertar os detalhes de um acordo coletivo, diz a organização.

As empresas disseram que o reajuste não foi pago aos funcionários porque o GDF não repassou os valores. As companhias ressaltaram que os salários dos rodoviários foram pagos normalmente na data prevista e que a parte do reajuste é de responsabilidade do GDF.

Nesta sexta, o GDF admitiu que pode ter de aumentar o valor da tarifa técnica, paga às empresas, para colocar fim ao impasse sobre o reajuste aos rodoviários. Essa tarifa é o montante subsidiado pelo governo para que não haja reajuste das passagens ao usuário.

Fonte: G1 DF